A Directora Executiva da Save the Children International, Inger Ashing, esteve na tarde do dia 18 desta semana em conversa com os deputados de palmo e meio (Deputados do Parlamento Infantil).


O encontro foi organizado pelas crianças e decorreu na Rede Contra o Tráfico de Menores (Rede CAME) e contou com a participação dos representantes da Plataforma 3R que também mostraram o que têm vindo a fazer no âmbito da advocacia para a protecção e salvaguarda dos Direitos da Criança em Moçambique.
Na conversa tida com a Directora Executiva da Save the Children, os petizes tiveram a oportunidade de compartilhar os seus sonhos e anseios no que concerne aos direitos de criança em Moçambique.

Uma das questões que fizeram girou em torno do conflito armado em Cabo Delgado e as consequências que o mesmo traz na vida das crianças daquela província nortenha e não só. Outra não menos importante, tinha que ver com a educação das crianças em tempos da Covid-19.
Na ocasião, a gestora da Save the Children agradeceu a presença de todos e referiu que a organização que dirija trabalha com e que ela surgiu no âmbito da 2ª Guerra Mundial, onde trabalhou para salvaguardar as necessidades das crianças.

Inger Ashing deu a conhecer alguns dados sobre a situação da criança pelo mundo no que tange a educação e informou que antes da Covid-19, 250 milhões de crianças não tinham acesso à escola e que, com a chegada da pandemia o número disparou para cerca de 1,5 bilhão de crianças fora da escola, um cenário que preocupou a Save the Children que teme ainda que centenas de crianças vulneráveis e deficientes possam não voltar a frequentar a escola.

Ainda durante a conversa com as crianças ela informou que a Save the Children trabalha essencialmente com a defesa e protecção dos direitos da criança e que por isso, colabora com a Plataforma 3R e outras Redes nesta área em Moçambique.
Elisa Gordo, Deputada do Parlamento Infantil, disse, falando dos seus sonhos, que aspirava se tornar uma Juíza de Menores, porque assim poderia ajudar na resolução de vários conflitos que envolvessem crianças e, deste modo, salvaguardar os seus direitos.

Por sua vez, Benilde Nhalivilo, Directora Executiva do ROSC, em representação a Plataforma 3R, começou a sua intervenção agradecendo a oportunidade que a Save the Children deu às crianças do Parlamento Infantil e à Plataforma 3R de se reunir com a Directora da Save the Children International e a debater assuntos da criança.

De seguida informou que a Plataforma 3R era uma iniciativa conjunta, coordenada e articulada para uma melhor advocacia e monitoria a favor dos Direitos da Criança.

A Activista Social referiu que a plataforma tinha seis parceiras e que a Save the Children é o parceiro principal no que tange ao apoio e ao suporte que tem vindo a dar à plataforma. Nhalivilo disse que “A Plataforma 3R tem dado primazia ao fortalecimento dos seus membros para fazer uma melhor advocacia e tem produzido documentos, relatórios e partilhado informações sobre a situação da criança em Moçambique.”

Em jeito de término, Nhalivilo informou que no ano passado a Plataforma 3R trabalhou com temas como violência e assédio sexual, tráfico de crianças, uniões prematuras, trabalho infantil e que para este ano (2022), a 3R estará mais focada para o acesso da criança à justiça entre outros temas.

Recordar que a Plataforma 3R é Co-liderada pelo ROSC, Rede da Criança e a Rede CAME em parceria com a Save the Children, Diakonia, Terre des Homme Alemanha, ChildFund International, Aldeia de Crianças SOS, Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, Right to Play e a Visão Mundial.

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